Salão Mozart - Concurso 35 Anos

OLÁ A TODOS!

Caros Pardiófilos, peço-vos apenas uns minutinhos do vosso tempo…

:)

Estou a participar num concurso que o Salão Mozart de Braga está a promover para o seu 35º aniversário. O vencedor ganha um conjunto de equipamentos de gravação. Por favor, se puderem, vão ao Facebook oficial do Salão Mozart (https://www.facebook.com/salaomozartofficial), procurem o meu vídeo (Liane Silva – “Stay”) e façam “Gosto”!

Se puderem, reenviem também esta mensagem ao maior número de pessoas possível. :)

Obrigada desde já a todos pelo apoio! :)

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HEY, GUYS!

:)

I’m entering a competition that Salão Mozart (a music shop in Portugal) is having. They’re offering the winner a set of recording equipment and if you could just go to their Facebook page (https://www.facebook.com/salaomozartofficial), look for my video (Liane Silva – “Stay”) and vote on it, I’d be much appreciated! :)

Thank you for all your support!

Caros Pardiófilos,

 

Peço-vos desculpa pela falta de posts e pela tão pouca atenção que tenho dedicado ao Pardieiro da Tojeira. Mas a verdade é que as circunstâncias de vida em que me encontro não me permitem mais continuar com este blog. Desde sempre que tenho vindo a tentar construir carreira em 2 mundos: a música e a veterinária. E a questão é que já não consigo encaixar o Pardieiro neste espaço, não por falta de tempo (tempo, arranja-se sempre, desde que se queira!), mas precisamente porque já não estou para aqui virada. Preciso de investir noutras áreas, preciso de continuar o meu desenvolvimento na música e na veterinária.

 

Não vou apagar nem bloquear o blog e todo o conteúdo continuará disponível para quem o quiser ler. Contudo, simplesmente não irei escrever mais nada. Pode ser que um dia aqui volte, a isto, às nossas brincadeiras e piadas sócio-culturais, político-económicas, “disparatado-piadéticas”. Até lá, divirtam-se!

Deixo-vos alguns vídeos de uma grande inspiração…

 

Versatile Blogger

Caros Pardiófilos,

Foi atribuído ao Pardieiro da Tojeira o selo “Versatile Blogger”, cuja denominação já indica qual a sua funcionalidade.

As regras para a atribuição deste selo são as seguintes:

- Postar o selo e nomear quem mo presenteou;

- Revelar 7 factos sobre mim;

- Presentear 10 blogs com o selo em questão.

Antes de mais, o Pardieiro da Tojeira agradece ao blog  Baú-dos-Livros pelo selo.

Quanto aos 7 factos sobre mim, aqui estão eles:

1. Tenho aulas de canto desde 2008.

2. Adoro música.

3. Não gosto da maioria dos filmes de comédia.

4. Gosto de humor satírico, negro e britânico – razão pela qual se verifica o facto nº 3.

5. Não gosto de ver notícias – é deprimente e por demais repetitivo.

6. Adoro massas.

7. Adoro fotografia.

8. Adoro ir ao cinema.

9. Adoro José Saramago e detesto Eça de Queiroz – coloco ambos os autores, porque conheço muita gente que insiste em estabelecer uma comparação igualitária entre ambos.

10. Sou, atualmente, o único membro da equipa do Pardieiro da Tojeira.

Os blogs aos quais atribuo este selo são os seguintes:

(Un)Holy Confessions

Paranóias

Impressões

Pólvora Negra

Thoughts Of A Lunatic

Viagens na Maionese

Visto do Avesso

O Teórico Pragmatista (Infelizmente, este blog deixou de existir. Contudo, era um blog muito interessante e sem dúvida merecedor deste selo)

Nas sombras da floresta

E claro, o último (mas não menos importante) selo a atribuir vai para o  Baú-dos-Livros. É indubitavelmente merecido.

* ANÁLISE * Assassin’s Creed [Saga]

Esta saga de jogos chamou a atenção do mundo em 2007, com o primeiro capítulo, Assassin’s Creed. Classificados como sendo de ficção histórica e científica, ação e aventura, e ainda stealth em mundo aberto, os jogos dividem-se sempre em duas narrativas distintas, separadas pelo tempo. Tudo começa quando Desmond Miles, um bartender que começa por ser raptado por uma empresa farmacêutica – Abstergo. Desmond começa por perceber que a Abstergo pretende apenas “desbloquear” certas informações contidas no seu código genético. Na verdade, o jogo introduz aqui o conceito de memória genética (ver aqui e aqui.), utilizando este conceito como base para o funcionamento do Animus, uma espécie de computador capaz de “ler” as nossas memórias genéticas, permitindo-nos reviver, por exemplo, as memórias dos nossos antepassados. É assim que, ao longo da saga, Desmond “revisita” as vidas de Altaïr  Ibn-La’AhadEzio Auditore e Connor Kenway – todos eles membros da organização que dá o nome à saga: os Assassins.

O único defeito que coloco à saga (até agora) é o facto de terem escolhido separar os títulos Brotherhood Revelations, já que esta decisão se reflectiu na pequena duração das campanhas single-player de cada um deles – já para não falar na falta de cavalos em Revelations

Mas não revelo mais detalhes para já… Falando de outros aspetos dos jogos em si, a saga Assassin’s Creed traz-nos uma jogabilidade completamente nova, introduzindo a mecânica da tão conhecida Hidden Blade, assim como uma física totalmente inovadora. Basicamente, assassinamos os nossos alvos com uma lâmina espetacular e podemos trepar qualquer edifício do jogo. Isto leva-me a mencionar outra característica que acho simplesmente fantástica nestes jogos: o detalhe das reconstruções arquitetónicas dos séculos XII, XV/XVI e XVIII, assim como o encadeamento histórico que a equipa da Ubisoft conseguiu desenvolver, utilizando sempre personalidades, acontecimentos e localizações com elementos arquitetónicos reais para cada época.

Abaixo podem encontrar os trailers de todos os jogos da saga anunciados até agora (para PCXbox360 e PlayStation 3), pela ordem respectiva: Assassin’s CreedAssassin’s Creed IIAssassin’s Creed BrotherhoodAssassin’s Creed Revelations e Assassin’s Creed III.

Depois de terem visto os trailers – se é que já não os tinham visto antes -, podemos então passar à análise de cada um dos capítulos da saga separadamente.

_____ SPOILERS! _____

* Assassin’s Creed:

O primeiro jogo da saga, intitulado apenas de “Assassin’s Creed”, é jogado maioritariamente na pele de Altaïr Ibn-La’Ahad, durante os inícios do século XII – Terceira Cruzada -, e o jogador vê-se introduzido nos primórdios do conflito entre Templários e Assassinos – conflito esse que viria a durar até à atualidade. Mas falemos de aspetos concretos do jogo em si…

+ Jogabilidade +

+ Hidden Blade +

A introdução do mecanismo da Hidden Blade (como já foi referido) veio a tornar o jogo mais popular do que se estava à espera, já que proporcionou aos jogadores uma mecânica de jogabilidade totalmente nova e diferente do que até então tinham experimentado.

+ Sistema de combate / Stealth +

Outra característica fenomenal do jogo é o facto de ser igualmente satisfatório desenvolver um estilo de jogo mais stealthy (perdoem-me o uso do termo inglês, mas não encontro um correspondente exato em português para o seu significado) ou mais agressivo. Assim, se decidirmos simplesmente matar todos com meia dúzia de golpes de espada, ou através da Hidden Blade, ficamos sempre satisfeitos quer com o “correr” do jogo em si, quer com os efeitos visuais e físicos da nossa personagem.

+ Climbing +

O facto de podermos trepar edifícios trouxe uma outra grande novidade ao mundo dos jogos, mas não foram só as capacidades acrobáticas de Altaïr que surpreenderam: o Leap of Faith dos Assassinos, realizado do topo dos edifícios mais altos do jogo, foi uma verdadeira delícia. Senão, vejam:

+ Gráficos / Arquitetura +

A construção e resolução gráfica de Assassin’s Creed foi, também, positivamente surpreendente. Os edifícios das cidades de Acre, Damasco, Jerusalém e Masyaf foram reconstruídos com um detalhe impressionante, mantendo-se fiéis à arquitetura da época. Tudo isto foi feito pela equipa de produção do jogo tendo em conta os mapas e registos arquitetónicos existentes de cada cidade – portanto, cada cenário é virtualmente idêntico ao mapeamento da cidade que pretende representar. Não há edifícios fictícios, nem ruas fictícias, muito embora, por vezes, a equipa tenha tido de alterar certos pormenores, para permitir a fluência de jogabilidade.

+ Enredo +

O enredo deste primeiro jogo é absolutamente fascinante, conseguindo conciliar temáticas tão diversas como ficção científica, história e filosofia. Desde o início do jogo que somos puxados para a frente, esperando descobrir mais um pouco da verdade que nele se encerra, quer no plano atual – com Desmond Miles -, quer no plano de Altaïr, no século XII. Acabamos, no final do jogo, por obter algumas pistas relativamente à tese do mesmo, com a introdução de menções ao fenómeno do “21 de Dezembro de 2012″ (ver aqui: IMAGEM 1, IMAGEM 2, IMAGEM 3 e IMAGEM 4), assim como a outros fenómenos:

Este brilhante enredo só perde nas Sidequests: torna-se um pouco enjoativo tentar encontrar todos os elementos colecionáveis de Assassin’s Creed e, por isso, o jogo perde um pouco a sua dinâmica – muitas vezes, temos de nos desviar do nosso destino para apanhar uma destas bandeirinhas, que acabam por ser tantas que simplesmente nos fartamos de as coletar.

Um outro aspeto negativo foi o facto de não nos ser permitido escolher a forma como queremos evoluir no jogo, ou seja, a evolução de armas, armadura e capacidades de luta e climbing é-nos imposta pelo próprio jogo: só recebemos aquela determinada arma naquele determinado momento, o que retira algum entusiasmo à experiência de Assassin’s Creed.

+ Veredito +

Este primeiro jogo de Assassin’s Creed foi, de facto, uma autêntica revolução no mundo dos jogos. Ainda que não tenham encontrado qualquer ponto de identificação para com o mundo de Desmond Miles, sugiro que experimentem só pela curiosidade – ou, ainda que mais não seja, para não poderem dizer que nunca jogaram! Merece, na minha opinião, um 9 /10, sendo um dos melhores jogos que já alguma vez tive o prazer de jogar.

Cliquem aqui para ver a análise da IGN.

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* Assassin’s Creed II:

O segundo jogo da saga, é jogado maioritariamente na pela de Ezio Auditore da Firenze, durante finais de século XV e inícios de século XVI. A narrativa começa, contudo, com a fuga de Desmond Miles das instalações da Abstergo, com a ajuda inesperada de Lucy Stillman.

+ Jogabilidade +

No geral, a jogabilidade de Assassin’s Creed II sofre melhorias brutais, com a introdução, por exemplo, das facções: grupos de pessoas – como Ladrões, Cortesãs ou Mercenários – que, por uma quantia determinada de dinheiro, ajudam Ezio nas suas missões, distraindo guardas ou lutando contra os inimigos do jovem florentino. Também a própria construção dos diálogos foi melhorada, sendo que este jogo apresenta, sem dúvida, um argumento de construção genial, com voltas e reviravoltas dignas dos melhores filmes atuais de ficção científica.

+ Hidden Blade +

Neste segundo capítulo da saga, é introduzida uma segunda Hidden Blade, para grande contentamento dos jogadores, assim como toda uma nova variedade de dispositivos “Hidden”. É melhor verem do que lerem:

+ Sistema de combate / Stealth +

Com muitos melhoramentos, é justo dizer que a evolução do sistema de combate do primeiro para o segundo jogo desta saga foi absolutamente colossal. O combate em Assassin’s Creed II tornou-se muito mais fluído e realista do que em Assassin’s Creed, já para não falar na própria progressão de Ezio: enquanto que com Altaïr, os upgrades nos eram impostos, com Ezio passamos a sentir uma verdadeira liberdade evolutiva – podemos adquirir as armas e as armaduras que quisermos, quando quisermos. Quanto às habilidade de luta propriamente ditas, também estas sofrem de uma progressão evolutiva ao longo do jogo:

Climbing +

Também o sistema de climbing foi fortemente melhorado. Com Altaïr, notávamos algumas glitches, algumas falhas, ao interagir com certos edifícios, ou em certas altitudes. Com Ezio, as acrobacias parecem mais reais e menos “buggy, tendo também o seu próprio sistema de progressão e aprendizagem, como viram no vídeo anterior.

+ Gráficos / Arquitetura +

Assassin’s Creed II volta a surpreender com as susas reconstruções arquitetónicas e precisas de Florença, Forlì, San Gimignano (Siena, Toscana), Veneza e Monteriggioni (Siena, Toscana).

+ Enredo +

Assassin’s Creed II traz-nos um enredo ainda mais cativante. Continuando a seguir a história de Desmond Miles e do evento de 21 de Dezembro de 2012, este jogo consegue também criar uma storyline muito envolvente para o plano renascentista. Ezio Auditore da Firenze começa por entrar na ordem dos Assassinos para vingar a morte injusta do seu pai e dos seus irmãos, motivação esta completamente diferente de Altaïr (Altaïr é Assassino porque entende que é esse o seu dever e o seu destino). É, portanto, com Assassin’s Creed II que a Ubisoft demonstra a sua capacidade de construção de personagens – porque, quer queiramos, quer não, construir uma boa personagem, coesa, com qualidades e defeitos que encaixem uns nos outros perfeitamente é uma arte de difícil mestria.

Assassin’s Creed II traz-nos também todo um novo conjunto de personagens reais (como a família Borgia, Leonardo DaVinci, entre outros) que lhe conferem uma nova profundidade de enredo – a vingança contra Rodrigo Borgia (ver vídeo abaixo), responsável pela morte da família de Ezio, acaba por se tornar na luta entre Assassinos e Templários, resultando numa evolução de jogo bastante dinâmica, em termos de enredo.

+ Veredito +

Assassin’s Creed II é o melhor jogo da saga, assim como o melhor jogo que joguei até agora. Merece, por tudo isso e a meu ver, a pontuação máxima.

Cliquem aqui para ver a análise da IGN.

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* Assassin’s Creed Brotherhood:

Este capítulo da saga é considerado como sendo a primeira expansão de Assassin’s Creed II, muito embora, tenha sido vendido ao preço de um jogo completo: 59,99€, no caso da edição normal. Brotherhood começa no ponto onde Assassin’s Creed II acaba:

+ Jogabilidade +

Devo dizer que as melhorias efectuadas na jogabilidade geral de Brotherhood não foram muitas – pelo menos, não tão notórias como o foram de Assassin’s Creed para Assassin’s Creed II… É introduzida, contudo, a possibilidade de andarmos a cavalo dentro das cidades – ao contrário do que acontecia com Assassin’s Creed e Assassin’s Creed II. Há ainda outra novidade empolgante: finalmente, é-nos permitido usar uma besta!

+ Hidden Blade +

As melhorias em relação à Hidden Blade ou à Hidden Gun não são muitas. Aliás, Brotherhood não traz nada de novo a esta característica.

+ Sistema de combate / Stealth +

Apesar da desilusão da Hidden Blade, Brotherhood traz-nos algumas melhorias consideráveis no sistema de combate. Vejam:

Climbing +

Mais uma vez, Brotherhood introduz apenas modificações de correção ao sistema de climbing.

+ Gráficos / Arquitetura +

A reconstrução feita de Roma em Brotherhood é, uma vez mais, surpreendente. Contudo, Brotherhood apresenta um mapa de gameplay consideravelmente mais pequeno do que qualquer um dos seus antecessores.

+ Enredo +

Brotherhood retoma a narrativa de Assassin’s Creed II, com o conflito crescente entre Ezio e a família Borgia, a quem estão associados os Templários. Neste capítulo da saga, contudo, Rodrigo Borgia já é Papa (Alexandre VI) e detém, consequentemente, um poder que atrapalha Ezio na conclusão das suas tarefas.

Brotherhood apresenta-nos também o sistema de recrutas: podemos recrutar cidadãos descontentes da cidade de Roma e treiná-los para que se tornem em Mestres Assassinos. Este treino contribui para um ótimo sistema de progressão, sendo que os nossos recrutas vão ganhando pontos de experiência e subindo categorias à medida que os enviamos em missões estrangeiras, para combaterem ao nosso lado, ou até para assassinarem alguns alvos menores por nós, abrindo caminho para Ezio tratar dos seus afazeres.

Falando agora do tal sistema de progressão do jogo, este é assegurado mais uma vez pela mecânica do “compra-e-restaura”, só que, em Brotherhood, não estamos a restaurar a Villa Auditore, mas sim toda a cidade de Roma. Podemos comprar algumas lojas – desde bancos, até ferreiros e alfaiates -, ou até alguns edifícios e marcos históricos – como o Coliseu de Roma. Contudo, a beleza de todo este sistema de progressão esvai-se num tempo de jogo que em nada se compara ao dos jogos anteriores: Brotherhood é curto demais.

+ Veredito +

Assassin’s Creed Brotherhood é um bom jogo e oferece uma excelente continuidade à série, não fosse a sua campanha single-player ser simplesmente curta demais. A maioria dos jogadores quase que se sentem enganados por terem comprado, pelo mesmo preço, pouco mais de metade do tempo de jogo dos antecessores de Brotherhood.

Cliquem aqui para ver a análise da IGN.

* Assassin’s Creed Revelations:

Este capítulo da saga é considerado como sendo a segunda expansão de Assassin’s Creed II, muito embora, e à semelhança de AC Brotherhood, tenha sido vendido ao preço de um jogo completo: 59,99€, no caso da edição normal. Revelations retoma a história no ponto onde Assassin’s Creed II acaba:

Um aspecto muito negativo acerca deste jogo foi o facto de a Ubisoft ter decidido criar um DLC de conteúdo complementar à campanha single-player que custa 9,99€. Ora, como se não bastasse terem criado um jogo que, tal como o anterior, foi curto demais para sequer desbloquearmos todo o sistema de evolução e progressão single-player, ainda criaram um DLC que estava repleto de informações essenciais à compreensão do jogo. Eu não comprei o DLC. Mas caso estejam interessados, se clicarem aqui, podem aceder a uma playlist no YouTube com o walkthrough completo do DLC. Não vale a pena comprar, até porque não seria justo estar a pagar ainda mais por algo que deveria ter sido colocado no jogo logo em primeiro lugar.

+ Jogabilidade +

AC Revelations não introduz grandes melhorias em termos de jogabilidade. A grande (e única) novidade é, talvez, a introdução da opção de fazermos bombas. Isto traz-nos uma boa mudança de ritmo e de jogabilidade na saga, assim como nos permite chegar aos nosso alvos e objectivos de uma maneira mais fluída e mais divertida:

Uma outra novidade interessante foi o facto de podermos voltar a jogar com Altaïr, seguindo o percurso da sua vida desde a sua juventude até à sua morte. Escusado será dizer que o aspecto mais positivo desta novidade é a nostalgia que nos toma ao percorrermos novamente as ruas de Masyaf com a personagem de Altaïr, se bem que as sequências em que jogamos esta personagem são muito narrativas e, na sua maioria, pouco interactivas.

+ Hidden Blade +

AC Revelations introduz a Hook Blade. É uma melhoria fantástica, na minha opinião, mas cuja descrição não faz jus à awesomeness da mesma. Por isso, vejam por vocês mesmos:

+ Sistema de combate / Stealth +

O sistema de combate foi ligeiramente melhorado em AC Revelations, tornando-se ainda mais fluído e absorvente do que no capítulo anterior da saga. Vejam:

Climbing +

climbing é melhorado com a introdução da Hook Blade:

+ Gráficos / Arquitetura +

AC Revelations compreende um cenário maior do que o de AC Brotherhood, o que é sem dúvida, um aspecto a favor deste jogo. Assim, foram reconstruídas as cidades de Masyaf, Constantinopla, Cappadocia e Rhodes.

+ Enredo +

Como já tinha mencionado, AC Revelations retoma o jogo no ponto onde o tínhamos deixado em AC Brotherhood, com a descrição do estado clínico de Desmond. À medida que vamos jogando, apercebemo-nos de que Lucy morreu, de facto, com o golpe que lhe tínhamos infligido na sequência final do jogo anterior.

Contudo, e apesar de o conflito interno de Constantinopla estar, como sempre, muito bem relatado historicamente, AC Revelations não nos oferece revelação nenhuma, ao contrário do que o título do jogo parecia transpirar. Acabamos, mais uma vez, o jogo sem saber bem o que fazer relativamente ao possível fim do mundo catastrófico, sem saber afinal como fica o conflito Assassins – Templars e sem conseguir perceber qual é que era, afinal, o plano dos Those Who Came Before. Não se consegue, no final de contas, ficar a saber nada de novo e relativamente importante acerca do enredo principal da saga.

+ Veredito +

Assassin’s Creed Revelations é um bom jogo e oferece uma excelente continuidade à série, não fosse a sua campanha single-player ser, novamente, curta demais. A maioria dos jogadores quase que se sentem enganados por terem comprado, pelo mesmo preço, pouco mais de metade do tempo de jogo dos antecessores deste jogo. Um outro aspecto que caiu muito mal a alguns jogadores (estando eu incluída) foi o facto de a Ubisoft ter criado um DLC de conteúdo single-player essencial, a custar 9,99€ – é algo que, simplesmente, não se faz. Todo o conteúdo essencial à compreensão de um jogo deve ser incluído no mesmo, pelo seu preço regular. Caso contrário, estamos a falar da saga The Sims (da qual eu também sou fã), onde temos um jogo principal e inúmeras expansões de conteúdo – isto porque estamos, obviamente, a falar de um jogo inacabável, pela sua natureza.

AC Revelations apenas recebe a mesma classificação de AC Brotherhood por ter conseguido contrabalançar a sua campanha single-player demasiado curta e o seu DLC escandalosamente caro (o preço deveria ser 0,00€) com a introdução da Hook Blade e da opção de jogarmos com Altaïr – 2 características que trazem muito à jogabilidade deste capítulo.

Cliquem aqui para ver a análise da IGN.

Lata de Sardinhas (Ep. V – Molho de tomate para uma face rosada)

Cumprimentos, caros Pardiófilos.

Voltámos à carga! Desta vez, irei debruçar-me sobre maquilhagens. Na verdade, não irei falar de maquilhagens em si, mas sim daqueles que decidem fazer disso um dos interesses primordiais das suas vidas.

É verdade que o uso de maquilhagem (com a sua devida moderação) torna qualquer cara mais alegre e, de acordo com a maioria dos estereótipos sócio-culturais da época, mais bonita, ou mais “agradável à vista”. Contudo, acho um tanto ou quanto ridículo que se leve este “interesse” ao ponto de “necessidade vital”.

Permitam-me que me explique. Deparei-me, há alguns dias, com este vídeo:

É de admirar que uma jovem concentre grande parte da sua energia, tempo e dinheiro (o seu ou o dos seus “generosos” e “interessados” pais) naquilo que viram. É também revelador de uma tendência social que se verifica cada vez mais frequente nas chamadas “sociedades desenvolvidas” ou “ocidentais” – a necessidade aparentemente visceral de se manterem as aparências consideradas como “fixes”. Mas vejam um pouco mais da palhaçada (se aguentarem!):

Ao invés de dispor do seu tempo a estudar Português (“Esta janela está completamente a tirar-me a cor!”) ou a desenvolver qualquer tipo de consciência, esta jovem preocupa-se maioritariamente com a acumulação de sombras nas linhas oculares. Ainda bem que ela usa sombras da Blossoms! Ufa! E o rosa é “… tão clarinho que quase nem se nota! Quase nem se nota… mesmo!”, o que é óptimo, para que a juventude se possa destacar discretamente. Por isso, “… fica muito natural, não queremos nada exagerado.”.

Na verdade, até é uma pena os pais não investirem mais neste passatempo da filha. Sei lá, comprarem-lhe uma câmara de filmar nova – a moça gostava “… que vocês estivessem a ver as cores como eu as vejo, porque eu estou farta de procurar, tipo, a luz perfeita, mas não a consigo encontrar, não sei porquê…”.

Só por uma questão de curiosidade, vou colocar mais uma citação do vídeo anterior. É conveniente que nos mantenhamos informados acerca das novas formas e regras da Língua Portuguesa – nunca se sabe se não fazem um Acordo Ortográfico com esta jovem!

Contextualizando a citação, a Janina ofereceu (pelos vistos!) um “… lápis da NYX em black…” à maquilhadora pré-profissional cujos vídeos estivemos a visionar tão atenta e interessadamente. A Janina “… agora também vende produtos da NYX, se vocês ainda não sabem. Por isso, vão lá ao site dela – eu deixo o link aqui em baixo – e podem comprar produtos da NYX a ela…”.

Repararam? “… um lápis da NYX em black…”. EM BLACK. Até as competências de tradução destas jovens estão diminuídas! Já para não falar do “em”. Eu tenho, tipo, uma camisola em red.

Mas há mais ainda, caros Pardiófilos. Este modo de pensar está diretamente relacionado com a atual e crescente tendência para se “ser diferente”. De tal forma, que há lojas de roupa cujo nome e temática são exclusivamente dedicados à diferença. É o exemplo da Desigual. Está, portanto, na moda ser diferente. E como a maioria das pessoas anda na moda (não fosse o próprio conceito de “moda” estar errado), a maioria das pessoas é diferente – igualmente diferente.

Bem, caros Pardiófilos, deixo-vos com este pensamento.

Extreme Come Back!

Caros leitores,

Antes de mais, o Pardieiro da Tojeira direciona-vos um pedido de desculpas sincero e sentido pela vergonhosa e demorada ausência da equipa. A verdade é que tivemos de operacionalizar mudanças de pessoal, e as equipas de redação e manutenção acabaram por ficar reduzidas de 3 a apenas 1 membro: Liane Silva.

Assim sendo, a estrutura do blog e da entidade do Pardieiro irão mudar nos próximos tempos, por motivos óbvios. A primeira (e mais custosa mudança de todas) será no modo discursivo da redação do blog: passarei a discursar na primeira pessoa. Outra mudança, a ocorrer mais tardiamente, será o visual do blog – o Pardieiro precisa de um make-over! Por último, mas não sem menor importância, a página de recomendações/sugestões deixará de apresentar os links de download das mesmas. Esta mudança em nada está relacionada com a mudança nas equipas do Pardieiro, tendo apenas a ver com a recente discussão travada em torno da pirataria e dos direitos de autoria.

Com o tempo, espero que os leitores continuem a apreciar o Pardieiro da Tojeira na sua totalidade. Espero também não vos desiludir, caros Pardiófilos. Agradecemos todos o apoio que têm vindo a prestar ao Pardieiro da Tojeira, e esperamos todos que assim continuem.

Cumprimentos,

Pardieiro da Tojeira.

Politiquices (Ep. XI, Parte B – Multifunções e multi-esterqueira portuguesa)

Este post é uma continuação ao Ep. XI (“Dos oportunistas e do resto”) da rubrica “Politiquices”. Vamos aqui referir-nos à classe médica portuguesa como um dos inúmeros exemplos de como este nosso país funciona mal e porcamente.

Note-se que o Pardieiro da Tojeira não tem qualquer tipo de preconceito contra a classe médica. O que achamos que está errado é o prestígio absurdamente ridículo que lhe é actualmente dado no nosso país. Basta repararmos na mentalidade das pessoas – as médias de entrada nos cursos de medicina são um exemplo disso, já que 80% dos alunos vai para o curso de medicina para ganhar dinheiro ou porque os pais assim o querem. Quanto ao primeiro caso, a remuneração da maioria dos médicos só é excessiva (comparativamente a outras classes de licenciados em Portugal) por causa do prestígio que é dado à classe médica neste país. Já no caso de os estudantes irem para medicina porque os pais querem, vê-se que a mentalidade do “medicina é que é bom!” já lhes está incutida no cérebro (ou ervilha com tecido nervoso equivalente a 2 neurónios: 1 para dormir e outro para pastar) há imensas gerações. Como resultado desta anencefalia dos pais, temos estudantes que sofrem de casos graves (mas muitos comuns) daquilo a que se chama “falta de independência vital, social, cultural e político-económica” ou, em termos mais leigos, “síndrome de obediência ao pastor”, em que as vítimas não têm opinião própria, fazendo copy-pastedas opiniões (já copiadas e coladas) daqueles que as rodeiam. Estamos, portanto, perante um ciclo vicioso que tem consequências mais graves do que pensamos.

Outro exemplo ainda mais aterrador e chocante é o facto de quase não se empregarem (por exemplo) psicólogos e psiquiatras nos hospitais e centros de saúde públicos. Isto só não é feito porque quem faz o trabalho destes profissionais são os médicos. Uma das (gravíssimas) consequências disto é a prescrição de medicamentos / tratamentos errados para casos erradamente diagnosticados, devido a uma clara e monumental ignorância nos assuntos referidos (o médico é licenciado em medicina, não no resto, pelo que só pode saber aquilo que estudou, naturalmente). Isto leva, obviamente, ao prejuízo económico e de saúde do utente.

Um último exemplo de como o serviço nacional de saúde deste país (acompanhado das mentalidades do “zé povinho” e do nosso Parlamento) está abaixo do nível de desenvolvimento de uma colónia de bactérias habitante no intestino de uma mula é o facto de todos estes aspectos culminarem na sobre-aproveitação dos nossos médicos – como lhes pagam balúrdios nos centros de saúde, os utentes têm de ser distribuídos pelos (poucos) médicos disponíveis. Assim, a disponibilidade e atenção dedicadas a cada utente diminui, o que pode constituir um grave problema na assistência aos pacientes. Como se ainda não bastasse, a distribuição dos utentes pelos médicos de família é feita sem consultar o utente, pelo que os médicos não sofrem qualquer processo de avaliação – temos, portanto, médicos incompetentes empregados e a receber o mesmo ou mais do que os competentes e merecedores do emprego que têm.

A conclusão que se retira disto tudo é que ou temos de facto médicos excepcionais que sabem de tudo (política, economia, psicologia, arte, literatura, etc) ou então temos um país que não sabe ver as prioridades nem sabe distribuir recursos. A hipótese mais plausível é, contudo, a 3ª: Portugal não sabe ser um país desenvolvido.